MEC pune dois cursos de Medicina por baixo desempenho

Em 29/01/2009 17h59 , atualizado em 29/01/2009 18h03 Por Gabriele Pires Alves

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A conclusão dos trabalhos da comissão que avaliou, de agosto a dezembro de 2008, a situação de 17 cursos de Medicina que tiveram conceitos 1 e 2 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD) não é a esperada pelos estudantes e, principalmente, pela sociedade.

A Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quinta-feira (29) três medidas cautelares para sanear cursos que apresentaram condições insatisfatórias no processo de supervisão.

Medidas

Os cursos da Universidade Severino Sombra, em Vassouras (RJ) e da Universidade Metropolitana de Santos e do Centro de Ensino Superior de Valença (RJ) estão impedidos de receber novos alunos por vestibular, transferência e demais processos seletivos já realizados ou em curso. A medida deve ser respeitada até que as deficiências apontadas pela comissão sejam solucionadas.

A Universidade Metropolitana de Santos deve reduzir de 80 para 50, por ano, o número de alunos ingressantes por vestibular ou por demais processos seletivos. A decisão vale para o vestibular de 2009, já realizado.

Medidas anteriores

Das instituições que foram alvo de medidas cautelares ainda em dezembro de 2008, a Universidade Luterana do Brasil e a Universidade Iguaçu (campus Nova Iguaçu) apresentaram documentação que comprova o cumprimento das determinações. A exceção foi o curso do campus de Itaperuna da Universidade Iguaçu. Mesmo impedida de promover processos seletivos, a instituição realizou vestibular poucos dias após o anúncio da medida, o que motivou a Secretaria de Educação Superior a recorrer à justiça.

Redução

A Universidade de Marília, que deveria suspender o ingresso de alunos até a ampliação do número de leitos do hospital universitário, com base em convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), apresentou comprovantes do cumprimento parcial da medida. No entanto, de acordo com a avaliação da Sesu, a nova estrutura ainda é insuficiente em relação ao número de alunos e algumas áreas de ensino médico continuam deficientes, o que determinou a redução de cem para 50 no número de alunos ingressantes. A decisão vale também para o vestibular realizado pela instituição em dezembro de 2008, referente ao ano letivo de 2009.

Avaliação

Foram avaliados aspectos como a organização didático-pedagógica do curso, a integração do curso com os sistemas local e regional de saúde, a carga horária dedicada ao SUS, o perfil dos quadros discente e docente, a infra-estrutura da instituição e a oferta de disciplinas de práticas médicas.

* Com informações da Secretaria de Educação Superior

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Por Gabriele Alves