Aos 18 anos, Louise Caroline Morais de Araújo foi aprovada no curso de Medicina em cinco universidades públicas que estão entre as instituições de ensino superior mais bem avaliadas do Brasil e da América Latina.
Natural de Natal (RN), a jovem cursou o ensino médio em escola pública de Manaus (AM) e chegou a ser aprovada direto do terceiro ano em Medicina na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), tendo feito um semestre da formação na instituição amazonense.
No entanto, decidiu encarar uma mudança e no ano passado foi para São Paulo se dedicar a um preparatório específico para os vestibulares paulistas.
Após um ano de cursinho, Louise conquistou neste início de ano a aprovação em Medicina nos vestibulares da USP, Unicamp, Unesp, Unifesp, além da vaga via SiSU na UFMG.
Ao Brasil Escola, ela conta como foi sua rotina de estudos, destaca dicas aos vestibulandos e comenta das diferenças entre vestibulares da Fuvest com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
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Aprovada em Medicina em cinco universidades públicas, incluindo o 1º lugar na Unesp
Louise foi aprovada no curso de Medicina em cinco universidades públicas, sendo elas:
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Universidade de São Paulo (USP) - Unidade de Pinheiros
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Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
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Universidade Estadual Paulista (Unesp) - 1º lugar
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Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - 2º lugar
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Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - via Sistema de Seleção Unificada (SiSU) que aproveita notas do Enem
Além disso, também foi aprovada na Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.
Ela decidiu estudar na USP, por ocupar posições significativas em rankings para a formação superior em Medicina.
Crédito: Divulgação.
Rotina de estudos
Em 2025, Louise se dedicou aos estudos para vestibulares paulistas. Ela fez um teste e conseguiu uma bolsa integral para o Poliedro Curso, em uma turma direcionada para Medicina. Foi então que se mudou de Manaus para estudar em uma unidade do cursinho na capital paulista.
As aulas começavam às 7h da manhã e aconteciam de segunda a sábado. No contraturno realizava simulados, o que exigia da vestibulanda uma otimização do tempo de estudos.
Separava três ou quatro dias da semana para resolver exercícios que os professores passavam, além de buscar fixar conteúdos teóricos que não tinham sido absorvidos completamente durante as aulas.
Ela conta que tentava não deixar nenhum conteúdo acumular muito para a aula seguinte de cada matéria.
Realizava os simulados propostos para os finais de semana, bem como, a redação semanal.
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Desafios da preparação
Durante o processo de estudos e preparação para as provas de vestibulares, Louise considera que conciliar a carga horária do cursinho, a grande quantidade de matérias e o tempo de descanso foi o mais difícil.
Ela comenta que teve dificuldade em se adaptar aos modelos dos vestibulares paulistas que contam com estruturas de exames específicos, compostos por duas fases e com questões discursivas na segunda etapa.
Crédito: Divulgação.
"Seja constante"
A constância nos estudos é a dica destacada por Louise para o estudante conseguir sustentar o ritmo da preparação ao longo do ano.
Em relação aos conteúdos cobrados nas provas, a jovem potiguar acredita que revisar os erros dos simulados corrigidos foi o que mais a ajudou em sua reta final.
Outro método foi resolver vários exercícios focados nos vestibulares que ela buscava a aprovação. Louise também não deixava de tirar dúvidas com seus professores sobre o conteúdo ou a redação da questão.
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