Atualizado às 17h45
A Advocacia Geral da União (AGU) acaba de protocolar recurso contra a decisão da juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal do Ceará, que determinou a suspensão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010.
Junto com o recurso, a AGU protocolou também uma petição com informações técnicas do exame, para que a juíza reconsidere sua decisão. Dentre os argumentos apresentados, o principal é a Teoria de Resposta ao Item (TRI), que garante o mesmo nível de dificuldade em provas diferentes, segundo o Ministério da Educação (MEC).
A AGU defende que uma nova prova seja aplicada somente aos cerca de 2 mil participantes afetados com o erro de impressão nos cadernos de cor amarela do primeiro dia. De acordo com a AGU, a suspensão prejudica os mais de 3 milhões de participantes que prestaram a prova sem nenhum problema.
Caso a juíza da 7ª Vara Federal do Ceará reconsidere sua decisão, é possível que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgue o gabarito do Enem 2010 em seguida.
Histórico
O problema no Enem 2010 começou com uma troca na identificação das questões da prova de sábado, dia 06. As perguntas de Ciências da Natureza eram identificadas como de Ciências Humanas e vice-versa.
Ainda no sábado, houve problema na prova de cor amarela. Algumas questões foram impressas duas vezes, o que causou confusão na hora de preencher o cartão resposta. Segundo o MEC, cerca de 2 mil participantes foram afetados e poderiam refazer a prova, caso for comprovado o prejuízo.
Na segunda-feira, dia 08, a Justiça Federal do Ceará, através da juíza Carla de Almeida Miranda Maia, acatou liminar do Ministério Público Federal e determinou suspensão do Enem 2010. Na terça-feira, 09, o Inep foi impedido de divulgar o gabarito e receber requerimentos dos participantes prejudicados.
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Por Adriano Lesme
