A gentrificação, impulsionada pela especulação imobiliária, reformula o espaço urbano ao valorizar áreas centrais e expulsar a população de menor renda para periferias desprovidas de infraestrutura. Esse processo de segregação socioespacial afeta diretamente a mobilidade urbana, transformando o direito à cidade em privilégio. Assim, a relação entre a moradia distante e a rotina do trabalhador gera uma crise invisível de exaustão física e mental, perpetuando disparidades sociais e reduzindo a qualidade de vida. (Muito bem. Contextualizou o tema)
Em primeiro lugar, o encarecimento das regiões centrais obriga a classe trabalhadora a realizar o movimento pendular diário, enfrentando longos deslocamentos e sistemas de transporte público precarizados e superlotados. O tempo gasto no trânsito configura uma extensão não remunerada da jornada laboral — a chamada "jornada territorial" —, que rouba horas essenciais de descanso, lazer e convivência familiar (Desenvolva mais essa discussão). Dessa forma, o espaço urbano atua como um vetor de superexploração do indivíduo (Deixe claro o porquê).
(Boa estratégia coesiva) Em segundo lugar, essa dinâmica contínua resulta no esgotamento crônico do trabalhador. A exposição diária ao estresse da mobilidade precária eleva os índices de ansiedade e burnout, prejudicando a saúde coletiva e a própria produtividade econômica (Apresente dados). Enquanto os grandes centros concentram empregos e infraestrutura, a periferia absorve o desgaste de uma infraestrutura omissa, revelando a falta de planejamento integrativo entre habitação e transporte por parte do Estado.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, para conter os impactos da gentrificação e amenizar o esgotamento da força de trabalho, são necessárias políticas públicas urgentes. Cabe ao Ministério das Cidades e às gestões municipais ampliar a oferta de habitação de interesse social nos centros urbanos, aliada à descentralização dos postos de trabalho e ao investimento em transporte de massa rápido e acessível. Somente democratizando o acesso ao espaço urbano será possível garantir dignidade e equilíbrio ao cotidiano do trabalhador. (Proposta incompleta. Apresentou apenas 3 elementos válidos)
Dados correção tradicional
As discussões apresentadas precisam ser mais desenvolvidas. Apresente dados, por exemplo, para melhorar a C2. Reveja a proposta de intervenção. Bom estudo!
| Competência | Nota | Motivo |
| Domínio da modalidade escrita formal | 200 | Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa | 120 | Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos | 120 | Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| NOTA FINAL: 760 | ||
| Nível 0 | Nota 0 |
| Nível 1 | Nota 40 |
| Nível 2 | Nota 80 |
| Nível 3 | Nota 120 |
| Nível 4 | Nota 160 |
| Nível 5 | Nota 200 |