Na Constituição de 1988, são garantidos os direitos aos cidadãos brasileiros, entre eles, está o direito a saúde. Entretanto, nota-se na sociedade atual, a violação do que é previsto na lei, como é exemplo da invisibilidade de doenças raras no sistema público de saúde, que se perpetua por duas causas principais: a privatização da assistência médica por razões capitalistas e a negligência a pesquisa em etnias não europeias.
A princípio, vale ressaltar a pressão neoliberal como causa da negligência sistêmica a doenças raras. Tendo isso em vista, serve de exemplo o governo estadunidense de Ronald Reagan, onde, de forma análoga ao governo brasileiro, privilegiou a iniciativa privada em detrimento da pública, com intensão de tornar a saúde em um negócio, limitando assim a qualidade e o acesso a tratamento médico a população geral. Dessa forma, em casos de doenças raras não há um sistema capaz de prover, em alguns casos, o amparo necessário ao paciente, deixando-o na invisibilidade.
(Boa estratégia coesiva) Ademais, conhecimento médico não ampara a diversidade de doenças raras brasileiras que tem motivos de ocorrência genéticos. Isso acontece pelo fenômeno do racismo cientifico, que teve o seu exemplo mais claro na Alemanha Nazista, onde cientistas estudavam unicamente etnias europeias para corroborar com o discurso eugênico de superioridade branca. Já na atualidade, a diferença em pesquisa não tem mais como raiz principal o racismo, mas na distribuição mundial de verba para ciência, onde vemos novamente a Europa no centro, contudo, entre os casos apresentados impacto na saúde é o mesmo. Sendo assim, a população de descendência negra e/ou indígena, que juntos compõem maioria no Brasil, são mais atingidas, e enquanto não ter um mecanismo de pesquisa adequado, o tratamento de uma doença rara no Brasil se dificulta. (Reestruture essa discussão)
(Boa estratégia coesiva) Portanto, medidas devem ser tomadas para mitigar a crise atual. Para o fim da invisibilidade de doenças raras no sistema público de saúde brasileiro, urge que o Ministério da Saúde, órgão governamental responsável pela manutenção e aperfeiçoamento do sistema de saúde, por meio de verbas do governo, efetue uma ação multifacetada de incentivo a pesquisa de doenças raras ocorrentes no Brasil, e invista mais na assistência médica em hospitais públicos. Assim, com o acesso ao tratamento de doenças raras, o Brasil será o país idealizado pela Constituição de 1988. (Proposta incompleta)
Dados correção tradicional
Delimite e explore as discussões e explore de modo mais produtivo. Bom estudo!
| Competência | Nota | Motivo |
| Domínio da modalidade escrita formal | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa | 120 | Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação | 160 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos | 160 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| NOTA FINAL: 720 | ||
| Nível 0 | Nota 0 |
| Nível 1 | Nota 40 |
| Nível 2 | Nota 80 |
| Nível 3 | Nota 120 |
| Nível 4 | Nota 160 |
| Nível 5 | Nota 200 |