Segundo a pensadora brasileira Djamila Ribeiro, o primeiro passo a ser tomado para solucionar uma questão é tirá-la da invisibilidade. (Truncamento) Visto que as doenças raras no sistema público de saúde brasileiro são ignoradas, pois são documentados poucos casos, e por esse motivo são negligenciadas. Nesse contexto, percebe-se que essa questão está relacionada com a desigualdade regional e a vulnerabilidade econômica. Diante disso, torna-se necessário discutir como esses elementos contribuem para a persistência desse problema no país.
É importante ressaltar que, de início, a desigualdade presente nas regiões do Brasil contribui significativamente para a manutenção do problema. Nesse sentido, segundo geógrafo brasileiro Milton Santos, a globalização é um processo que aumenta as desigualdades e as diferenças entre os países e as regiões, o que evidencia as diferenças da saúde pública em todo o Brasil, onde uma região mais desenvolvida tende a ter um sistema de saúde melhor que outras. Assim, percebe-se a população de zonas rurais em casos de doenças mais raras, deslocam-se para terem acesso a saúde de qualidade, o que dificulta a superação dessa questão.
(Boa estratégia coesiva) Além disso, é importante destacar que fragilidade financeira também intensifica essa problemática. Sob essa perspectiva, o sociólogo Jessé Souza discute a existência de uma "ralé brasileira", classe que é privada de condições mínimas de dignidade e reconhecimento, demonstrando que pessoas com poucas condições financeiras não conseguem custear com os exames, tratamentos e os medicamentos dessas doenças incomuns. Dessa maneira, é evidente que a saúde no Brasil deixa de ser um direito universal, que negligencia ainda mais as doenças raras, reforçando a necessidade de medidas que enfrentem essa realidade.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, torna-se evidente que a invisibilidade das doenças raras na saúde pública do Brasil é algo sério onde, precisa-se de atenção. Para isso, o Ministério da Saúde - órgão do governo federal brasileiro responsável pela criação de políticas públicas voltadas para a saúde da população, deve organiza o fluxo de atendimento e elabora regulamentações fundamentais para o tratamento dessas condições por meio da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, com o objetivo de facilitar e garantir um serviço e um cuidado clínico. Dessa forma, o preceito de Djamila, de solucionar uma questão é da invisibilidade aconteceria, havendo uma saúde pública completa.
Dados correção tradicional
As discussões são pertinentes, mas precisam ser exploradas de modo mais produtivo. Bom estudo!
| Competência | Nota | Motivo |
| Domínio da modalidade escrita formal | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista | 160 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos | 160 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| NOTA FINAL: 840 | ||
| Nível 0 | Nota 0 |
| Nível 1 | Nota 40 |
| Nível 2 | Nota 80 |
| Nível 3 | Nota 120 |
| Nível 4 | Nota 160 |
| Nível 5 | Nota 200 |