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A invisibilidade das doenças raras no sistema público de saúde brasileiro

Enviada em: 06/05/2026

Status da correção:
Correção Tradicional
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Inteligência Artificial
CORRIGIDA
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No filme "Coringa", narra-se a história de um homem que apresenta um transtorno raro de expressão emocional, mas não recebe assistência da sociedade ou do Estado para o tratamento da sua condição, o que prejudica seu bem-estar mental. Em sinergia, na hodiernidade brasileira, a obra encontra respaldo, porquanto a invisibilidade das doenças raras no sistema público de saúde marginaliza as pessoas portadoras dessas enfermidades e impede seu cuidado e a manutenção do seu bem-estar, tal como acontece com a personagem supracitada. Acerca dessa ideia, verifica-se que a negligência governamental e a lógica de mercado são as principais causas desse óbice.

Sob esse prisma, a inoperância estatal contribui para a invisibilidade das doenças raras no sistema de saúde público brasileiro. Essa responsabilização é necessária, pois, embora o Artigo 196 da Constituição Federal delegue ao Estado a função de promover saúde plena aos cidadãos, persiste a morosidade dessa autoridade quanto à efetivação desse direito às pessoas com doenças raras. A esse respeito, a Conta-Satélite de Saúde de 2024, organizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, comprova tal descaso ao revelar que, de 2010 a 2021, o Governo investiu apenas 4% das suas verbas no sistema de saúde público. Em consequência desse descaso da máquina pública quanto à manutenção da saúde popular, a invisibilidade das doenças raras é potencializada, já que a falta de profissionais de saúde especializados no tratamento de enfermidades desse tipo, em razão dos baixos subsídios na formação e contratação destes, coíbe o diagnóstico e o acompanhamento médico pleno dos indivíduos dotados de doenças raras, como a diabetes mellitus 1. Logo, a ação estatal é basilar para o fim dessa invisibilidade. (Delimite as discussões)

(Boa estratégia coesiva) Ademais, a gana capitalista das empresas de saúde impulsiona a invisibilidade das chagas raras no país. Afirma-se essa ideia, porque esas corporações privilegiam frequentemente o desenvolvimento de tratamentos e medicamentos para doenças de maior alcance, como a gripe, negligenciando as enfermidades raras (Reestruture essa discussão). Nesse sentido, vale lembrar que, segundo o filósofo Auguste Comte, o desenvolvimento da ciência deveria ser responsável por promover a ordem e o progresso sociais, inclusive a resolução dos problemas salutares da humanidade. Frente a essa crítica teórica, vê-se que o ideal do autor diverge da realidade atual brasileira, visto que a pouca lucratividade oferecida pelo desenvolvimento de medicações, vacinas e outros recursos para o tratamento das doenças raras desestimulam a ação das empresas farmacêuticas nessa direção, o que tolhe a prevenção e a cura dessas doenças. Dessa forma, a mudança dessa lógica lucrativa é imprescindível para a desinvibilização das doenças raras, atingindo o pleno progresso social. 

(Boa estratégia coesiva) São necessárias, portanto, medidas ante à invisibilidade das doenças raras no sistema público de saúde do Brasil. Destarte, cabe ao Ministério da Saúde, mediante investimentos, criar um Plano de Combate às Doenças Raras, a fim de proporcionar assistência e tratamento às pessoas portadoras dessas chagas. Esta ação deve, por exemplo, garantir bolsas de estudo a médicos para a especialização nas doenças raras, como a distrofia muscular de Duschenne, visando formar profissionais suficientes no tratamento delas, além de financiar pesquisas de criação de remédios contra doenças raras.

Dados correção tradicional

As discussões são pertinentes, no entanto precisam ser delimitadas e mais exploradas. Bom estudo!

Competência Nota Motivo
Domínio da modalidade escrita formal 160 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa 160 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista 160 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos 200 Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
NOTA FINAL:     880
Nível 0 Nota 0
Nível 1 Nota 40
Nível 2 Nota 80
Nível 3 Nota 120
Nível 4 Nota 160
Nível 5 Nota 200