De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, na lei 15.211/2025, é assegurado que as crianças e os adolescentes recebam proteção integral contra quaisquer meios que violem sua privacidade. No Brasil, a exposição infantil nas redes sociais vem crescendo nos últimos anos, através de postagens consideradas inofensivas, contudo esses conteúdos disponíveis pela internet pode ser utilizados de diversas maneiras, gerando um impacto futuro sobre o menor de idade. Nesse sentido, a superexposição se deve ao fato de que as crianças são consideradas um produto com o potencial de gerar fama aos responsáveis legais, e também as leis existentes que não se tornam práticas.
Nesse viés, Gilberto Dimstein, jornalista e escritor, em seu livro "Cidadão de Papel", afirma que no Brasil há uma gama de direitos garantidos por lei que não se concretizam, se limitando ao papel. Apesar de existirem leis que protegem a privacidade de crianças e adolescentes, esses direitos começam a ser vistos como algo simbólico a partir do momento em que não há a efetivação de tais através da vigilância das redes sociais para a proteção desses menores, na qual existe a falsa sensação de liberdade para a postagens de conteúdos infantis.
Dessa forma, é correto afirmar também que, a partir do momento em que essas leis se tornam simbólicas e a exposição dos menores de idade se tornam remuneradas e recompensadoras, os pais perfomam uma vida nas redes sociais para gerar fama e construir uma imagem para os seus seguidores que não corresponde com a realidade. O professor da USP, Christian Dunker discorre sobre como a vida privada pode se transformar em mercadoria, ele afirma que a existência passa a ser validade pelo olhar do outro, do qual a exposição de crianças pode gerar engajamento social e satisfação pessoal, desconsiderando as consequências psicológicas futuras e aos consumidores desses conteúdos, possíveis predadores.
(Boa estratégia coesiva) Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para mitigar a superexposição de crianças e adolescentes, no qual o ECA e o Ministério da Educação promovam campanhas de conscientização e a execução ampla de leis já existentes, garantindo a segurança, além de também promover o uso ético das redes sociais com a supervisão do Estado. Dessa forma, garante-se a adequação da sociedade a essa nova realidade e a conscientização do futuro dessas crianças expostas, promovendo uma infância privada e garantindo a construção de um cidadão.
Dados correção tradicional
Mantenha os aspectos positivos. Bom estudo!
| Competência | Nota | Motivo |
| Domínio da modalidade escrita formal | 200 | Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista | 160 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação | 160 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos | 160 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| NOTA FINAL: 840 | ||
| Nível 0 | Nota 0 |
| Nível 1 | Nota 40 |
| Nível 2 | Nota 80 |
| Nível 3 | Nota 120 |
| Nível 4 | Nota 160 |
| Nível 5 | Nota 200 |