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Violência contra a mulher e violência vicária: o uso da agressão como mecanismo de controle

Enviada em: 24/03/2026

Status da correção:
Correção Tradicional
CORRIGIDA
Inteligência Artificial
CORRIGIDA
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A expansão do ambiente cibernético na sociedade contemporânea democratizou a comunicação, mas também importou e potencializou mazelas históricas, como a desigualdade de gênero. Nesse cenário, a violência digital materializada pela adulteração de imagens, como os "deepfakes", e pelo compartilhamento não autorizado de conteúdos íntimos desponta como uma grave ameaça à integridade das mulheres. Diante disso, é imperativo analisar como a objetificação histórica do corpo feminino e a arquitetura permissiva das redes sociais atuam como pilares desse problema, gerando impactos devastadores na vida das vítimas.

Em primeiro lugar, cabe destacar que a violência virtual é um desdobramento direto do patriarcado. Historicamente, o corpo da mulher foi tratado pela estrutura social como objeto de domínio e consumo, lógica que se repete no espaço digital quando imagens são manipuladas ou vazadas com o intuito de humilhar e punir a liberdade feminina. A gravidade dessa prática é evidenciada pela Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, divulgada pelo DataSenado no final de 2025, que revelou que 8,8 milhões de brasileiras equivalente a uma em cada dez mulheres com 16 anos ou mais sofreram violência digital no período de doze meses. Esse dado escancara como a internet se tornou um campo de reprodução da misoginia, onde a imagem feminina é constantemente violada.

(Boa estratégia coesiva) ​​​​​​​Ademais, a sensação de impunidade nas redes e o avanço da inteligência artificial operam como catalisadores dessa violência. A adulteração de fotos para criar nudez falsas e a rápida viralização de mídias íntimas causam danos psicológicos irreversíveis, mesmo com a existência de legislações protetivas, como a Lei Rose Leonel, que criminaliza o registro não autorizado da intimidade. Dados de 2026 da organização SaferNet apontaram que a exposição de imagens íntimas foi a principal queixa registrada em seu canal de ajuda durante o último ano, superando outras fraudes. Isso demonstra que a tecnologia, quando desprovida de ética e de moderação rígida, atua como uma arma veloz de destruição de reputações e de saúde mental.

(Boa estratégia coesiva) Portanto, que a violência digital contra a mulher exige respostas enérgicas do Estado. Para suavizar esse cenário, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em articulação com o Ministério das Mulheres, deve ampliar as delegacias cibernéticas e obrigar legalmente as plataformas digitais a utilizarem inteligência artificial para bloquear preventivamente o compartilhamento de imagens íntimas não consensuais. Essa medida tem como finalidade garantir a punição rápida dos agressores e amenizar o máximo a viralização dos conteúdos. Simultaneamente, o Ministério da Educação (MEC) precisa incluir o letramento em cidadania digital nos currículos escolares detalhando o respeito de gênero na internet para desconstruir a cultura de objetificação do corpo feminino desde a base educacional.

Dados correção tradicional

Abordagem tangencial. Delimite e explore as discussões de acordo com o tema proposto. 

Competência Nota Motivo
Domínio da modalidade escrita formal 200 Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência.
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa 40 Nível 1 - Apresenta o assunto, tangenciando o tema ou demonstra domínio precário do texto dissertativo-argumentativo, com traços constantes de outros tipos textuais.
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista 40 Nível 1 - Apresenta informações, fatos e opiniões pouco relacionados ao tema ou incoerentes e sem defesa de um ponto de vista.
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos 40 Nível 1 - Apresenta proposta de intervenção vaga, precária ou relacionada apenas ao assunto.
NOTA FINAL:     520
Nível 0 Nota 0
Nível 1 Nota 40
Nível 2 Nota 80
Nível 3 Nota 120
Nível 4 Nota 160
Nível 5 Nota 200