A Lei do feminicídio visa punir aqueles que cometem assassinato de mulher pelo fato de ser mulher. Embora essa lei exista, infelizmente o sistema jurídico brasileiro ainda é falho para efetivar as punições devidas desse crime. Além do descaso governamental, outro fator é a herança cultural herdada do período colonial, que atua como pilar para sustentar e naturalizar a violência de gênero até hoje. Diante desse cenário, torna-se necessário que o Estado tome medidas eficazes para combater o feminicídio no Brasil. A leniência estatal compromete diretamente a proteção das mulheres; isso ocorre porque a rasa aplicação da condenação e o pouco monitoramento são fatores para o perpetuamento da tolerância com os agressores. Uma prova disso é o que o jornal G1 divulgou sobre o caso da Júlia Gabriela, que foi morta mesmo após registrar 10 denúncias de feminicídio, evidenciando que a resposta do Estado é tardia e omissa. Como resultado disso, gera a vulnerabilidade para essas vítimas e, em seus limites, a morte. Já para as sobreviventes, o que lhes resta é a depressão, traumas e danos físicos. Além disso, para as pessoas apáticas, as vítimas são culpadas com a desculpa de suas roupas ou ações. Assim revelando uma grave desumanização em relação às mulheres afetadas. Por isso é vital a atuação do governo para combater tais injustiças e punir os criminosos com leis rígidas para garantir a segurança das mulheres. A herança machista no Brasil é um fenômeno histórico e cultural que moldou o comportamento institucional e as relações sociais ao longo do tempo. Esse quadro se configura principalmente devido à objetificação da mulher e à falta de educação sobre empatia ao próximo. Uma demonstração desse quadro é um caso na série “Amanhã”, que mostra uma sobrevivente do feminicídio que, durante o julgamento, foi duramente culpabilizada pelo advogado de seu agressor, que a questionou sobre suas roupas e o motivo de não resistir o suficiente para fugir do ataque. Essa ficção demonstra como a insensibilidade é dura e traz consequências como a naturalização da violência, culpabilização da vítima e fragilidade na proteção institucional. As sequelas disso são o medo, a vulnerabilidade e a desconfiança nos órgãos públicos. Logo, é urgente que o Estado promova medidas para conscientizar a população acerca do acolhimento e denunciar o feminicídio para fortalecer a segurança e a dignidade feminina. Portanto, para erradicar o feminicídio, cabe ao governo investir no poder judiciário em parceria com o ministério de segurança pública para intensificar a proteção das vítimas por meio de monitoramento, unidades humanizadas e punições eficientes. Ademais, é fundamental fornecer campanhas midiáticas de conscientização a fim de encorajar a população a denunciar os agressores. Dessa forma, será possível diminuir os casos de violação contra mulher e estabelecer a assistência e dignidade feminina, assim como visa a lei do feminicídio.
Dados correção tradicional
Abordagem tangencial. Delimite e explore as discussões de acordo com a estrutura do texto e o tema. Bom estudo!
| Competência | Nota | Motivo |
| Domínio da modalidade escrita formal | 200 | Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa | 40 | Nível 1 - Apresenta o assunto, tangenciando o tema ou demonstra domínio precário do texto dissertativo-argumentativo, com traços constantes de outros tipos textuais. |
| Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista | 40 | Nível 1 - Apresenta informações, fatos e opiniões pouco relacionados ao tema ou incoerentes e sem defesa de um ponto de vista. |
| Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação | 120 | Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. |
| Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos | 40 | Nível 1 - Apresenta proposta de intervenção vaga, precária ou relacionada apenas ao assunto. |
| NOTA FINAL: 440 | ||
| Nível 0 | Nota 0 |
| Nível 1 | Nota 40 |
| Nível 2 | Nota 80 |
| Nível 3 | Nota 120 |
| Nível 4 | Nota 160 |
| Nível 5 | Nota 200 |