Hodiernamente, escancara-se na sociedade brasileira a ascensão da violência de gênero, especialmente contra a mulher. Os imensuráveis casos de feminicídio explicitam que a estrutura social vigente sustenta traços de valores patriarcais ao subjugar a mulher como objeto inferior e passível de controle por meio da violência. Através dos movimentos virtuais Red Pill e Incel, o ódio e aversão contra as mulheres é pregado, denotando assim a falha do Estado, esse como maior instrumento de proteção e integridade social, na elaboração de políticas públicas pontuais para a superação do imaginário patriarcal intrínseco na população, cultura e economia.
Neste sentido, os valores patriarcais do século XIX se constituem como alicerce da violência de gênero ao marginalizar a mulher, a restringindo das formas íntegras e cordiais de percepção do ser pelo homem, consolidando no imaginário populacional a verticalização da segurança e da integridade dos gêneros. A retificação dos ideais patriarcais se mostra nula com a ascensão dos movimentos de ódio contra a mulher mencionados anteriormente, pois esses asseguram a violência, muitas vezes fatal, como forma de obter controle. No que tange à articulação social para a superação desse panorama, o Estado se mostra passivo.
(Boa estratégia coesiva) Não obstante às falhas do Estado, o Movimento Feminista, desde de suas primeiras ondas no século XIX e XX, trava uma luta direta aos valores patriarcais. A resistência aos meios de controle simbólico e físico contra a mulher é fundamentada em obras como "Sejamos Todos Feministas", de Chimamanda Ngozi, na qual sustenta que a violência de gênero contra a mulher será obstruída se houver colaboração entre todas as partes da sociedade. Percebe-se, portanto, que é necessária a desconstrução de tal imaginário popular para que seja possível mitigar a violência resultante d marginalização da mulher.
Contudo, assume-se a responsabilidade estatal na desconstrução dos valores patriarcais enraizados na sociedade. Portanto, o Governo Federal, juntamente ao Ministério da Educação e da Cultura e ao Ministério da Economia, devem desenvolver políticas públicas pontuais problematizando a sustentação de ideais que ferem a integridade de gênero, aplicando-as nas escolas, espaços públicos e privados, por meio de aulas obrigatórias e palestras, com a finalidade de que pautando o principal alicerce da violência contra a mulher, o patriarcado, o problema possa ser pontualmente tratado. Somente então, (Sem vírgula) o imaginário popular será reformulado, construindo uma sociedade mais justa e segura.
Dados correção tradicional
Abordagem tangencial. Delimite e explore as discussões de acordo com o tema. Bom estudo!
| Competência | Nota | Motivo |
| Domínio da modalidade escrita formal | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa | 40 | Nível 1 - Apresenta o assunto, tangenciando o tema ou demonstra domínio precário do texto dissertativo-argumentativo, com traços constantes de outros tipos textuais. |
| Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista | 40 | Nível 1 - Apresenta informações, fatos e opiniões pouco relacionados ao tema ou incoerentes e sem defesa de um ponto de vista. |
| Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação | 160 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos | 40 | Nível 1 - Apresenta proposta de intervenção vaga, precária ou relacionada apenas ao assunto. |
| NOTA FINAL: 440 | ||
| Nível 0 | Nota 0 |
| Nível 1 | Nota 40 |
| Nível 2 | Nota 80 |
| Nível 3 | Nota 120 |
| Nível 4 | Nota 160 |
| Nível 5 | Nota 200 |