Violência contra a mulher e violência vicária: o uso da agressão como mecanismo de controle
Enviada em: 17/03/2026
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Competência
Nota
Observações
Competência 1
200
Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos.
Competência 2
200
Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo, e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
Competência 3
160
Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4
200
Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5
200
Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final
960
Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!
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Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, "nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que a afligem". A partir dessa máxima, contextualiza-se a necessidade de não negligenciar a violência contra a mulher e seu uso como ferramenta de controle, visto que, no raciocínio do autor, as questões precisam ser discutidas com o objetivo de encontrar soluções. Sendo assim, faz-se imprescindível analisar as causas e consequências do tema, considerando a sociedade hierarquizada por gênero e a omissão social, visando lidar com essa nefasta realidade.
Primordialmente, é válido salientar a relação entre o patriarcalismo e a temática. Nesse contexto, desde o princípio de seu estabelecimento, a sociedade brasileira se forma de maneira patriarcal, colocando o homem como um superior e a mulher, inferior. Hodiernamente, esse pensamento ainda se perpetua no imaginário brasileiro, de forma a desestimular mulheres a denunciarem seus agressores e até a aceitarem as violências sofridas em seu dia a dia o que, muitas vezes, corrobora para o escalonamento da agressão até níveis que colocam a vida da mulher e de seus entes queridos em risco. Exemplo dessa infeliz realidade seria a situação ocorrida e noticiada em março de 2026, em que o secretário do estado de Goiás tirou a vida de seus dois filhos com objetivo de atingir sua parceira mentalmente. Desse modo, faz-se a relação entre o patriarcado e o tema.
(Boa estratégia coesiva) Ademais, é válido salientar a omissão social dessa realidade. Nesse âmbito, a filósofa Hanna Arendt, em seu conceito de “banalidade do mal”, explica que problemas sociais se consolidam quando a população, por indiferença ou conformismo, aceita situações problemáticas como naturais. Sob essa ótica, nota-se que grande parte da sociedade tende a encarar a violência contra a mulher como algo comum e pessoal do casal, o que reduz debates públicos sobre o tema e enfraquece a pressão por políticas efetivas de proteção. Tal postura é alimentada por fatores como o individualismo e a crença de que a responsabilidade pela mudança cabe apenas ao Estado, o que gera um ciclo de passividade coletiva e legitima a permanência da injustiça. Logo, há uma “banalização do mal” dessa agressão, na qual a gravidade do fenômeno se dilui e se converte em rotina socialmente aceita.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Para isso, a mídia - instrumento de grande abrangência - deve discutir o assunto em programas televisivos de grande audiência com profissionais qualificados, objetivando informar a população geral sobre o seu real risco, como identificar agressões ainda em seu estágio inicial e canais de denúncia seguros com anonimato garantido, enfatizando e estimulando a denúncia. Essas medidas devem ocorrer em parceria com o Ministério das Comunicações. Paralelamente, o Governo deve investir também em campanhas com a finalidade de retirar da população geral o pensamento de superioridade masculina, em conjunto com a punição adequada para aqueles que perpetuam esse pensamento machista e falso. Assim, questionamos e caminhamos para uma melhor versão da realidade, tal como afirma Bauman. (Apresentou todos os elementos da proposta de intervenção)
Dados correção tradicional
Mantenha os aspectos positivos. Bom estudo!
Competência
Nota
Motivo
Domínio da modalidade escrita formal
200
Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência.
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em
prosa
160
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de
um ponto de vista
160
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção
da argumentação
200
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos
200
Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.