A violência vicária è caracterizada pela pratica de causar sofrimento a uma mulher , através da agressão ou morte de familiares , filhos e animeis de estimação ou elementos com grande valor afetivo. È uma maneira indireta de controlar e destruir a estrutura emocional da mulher. No entanto , no cenário brasileiro atual, por mais que a figura feminina já sofra com os inúmeros tipos de violência , ela também sofre com a punição social que muitas das vezes a classifica como culpada. Nesse sentido , faz-se necessário destacar como desafios para o combate a punição social , o machismo estrutural , bem como a ausência de leis especificas, situação que demanda mudanças.
De início, é válido ressaltar que o machismo estrutural potencializa a problemática. Isso ocorre, (Sem vírgula) uma vez que o processo de construção histórico-social brasileiro foi calcado em princípios patriarcais e na idealização de posse e controle da mulher, (Sem vírgula) devido à colonização, (Sem vírgula) que, ao intensificar uma estrutura de hierarquia e privilégios masculinos, consolidou uma hegemonia excludente e agressiva. Por conseguinte, esses ideais se internalizaram no corpo social e propiciaram uma população que normaliza atitudes agressivas, como violência verbal, psicológica, patrimonial, moral, física e vicária. Tal realidade torna-se ainda mais preocupante quando se considera a importância da mulher na sociedade, visto que elas desempenham papel fundamental na construção social, econômica e cultural, além de contribuírem significativamente para a formação de famílias e para o desenvolvimento do país. Desse modo, quando submetidas à violência e à desvalorização, não apenas sua integridade é afetada, mas também o equilíbrio civil. mulheres encontram-se desamparadas diante dessa sociedade, o que intensifica os casos de agressão e o desenvolvimento de distúrbios psicológicos, como depressão e ansiedade. Dessa forma ,evidencia-se como uma estrutura social machista se torna um obstáculo.
(Boa estratégia coesiva) Além disso , é indubitável que a ausência de leis específicas corrobora o contratempo. Isso acontece , (Sem vírgula) em razão da falta de interesse e preocupação do Estado com a figura feminina , em função do sistema misógino e da dificuldade de mobilizar diferentes órgãos para a formulação da norma. Sob esse viés , essa realidade é justificada na obra O Segundo Sexo, da filósofa Simone de Beauvoir , a qual afirma que a mulher foi construída como “o outro”, isto é, como um sujeito subordinado e com insignificância dentro da sociedade , o que resultaria na falta de prerrogativas que as protejam. Consequentemente , sem uma legislação clara muitos casos não são enquadrados corretamente , o que não promove a punição correta ao agressor. Infelizmente, essa situação também intensifica a invisibilidade do problema impedindo que muitos casos sejam investigados e promovendo uma manutenção do ciclo de agressão e danos psicológicos. Dessa maneira , torna-se claro como a ausência de leis se transforma em uma entrave.
(Boa estratégia coesiva) Infere-se , portanto, que é de extrema necessidade o desenvolvimento de medidas que busquem mitigar os desafios. (Parágrafo frasal)
Dados correção tradicional
As discussões precisam ser reestruturadas e desenvolvidas de acordo com a estrutura do texto. Bom estudo!
| Competência | Nota | Motivo |
| Domínio da modalidade escrita formal | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa | 120 | Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos | 40 | Nível 1 - Apresenta proposta de intervenção vaga, precária ou relacionada apenas ao assunto. |
| NOTA FINAL: 640 | ||
| Nível 0 | Nota 0 |
| Nível 1 | Nota 40 |
| Nível 2 | Nota 80 |
| Nível 3 | Nota 120 |
| Nível 4 | Nota 160 |
| Nível 5 | Nota 200 |