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Violência contra a mulher e violência vicária: o uso da agressão como mecanismo de controle

Enviada em: 07/03/2026

Status da correção:
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Iara - Correção por Inteligência Artificial

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Competência Nota Observações
Competência 1 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos.
Competência 2 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo, e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
Competência 3 160 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 200 Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 960 Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!
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Após o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo ouviu as sinistras declarações feitas por antigos membros da liderança nazista nos Julgamentos de Nuremberg. Entre as sessões, o relato que mais se destaca é o de Rudolf Höss, ex-comandante do campo de concentração de Auschwitz, que admite o uso recorrente de violência vicária como punição por desobediência nos campos. Surpreendente, quase 80 anos depois, a humanidade presencia inúmeras situações de agressão e violência vicária direcionadas às mulheres como retaliação em separações matrimoniais. Nesse contexto, é essencial refletir acerca da banalização da violência na contemporaneidade e da falta de legislações que responsabilizem os agressores para compreender a problemática.

Diante desse cenário, é fulcral apontar que as atitudes e comportamentos violentos resultantes do abuso instrumental são frequentemente ignorados pelas comunidades tradicionais em razão da normalização da agressão dentro da sociedade hodierna, notoriamente machista. Sob essa ótica, conforme os estudos da filósofa alemã Hannah Arendt, a banalização da violência surge como um fenômeno sociocultural embasado na reprodução de atos que distorcem o juízo ético de valor das grandes massas de modo a favorecer uma ideologia de poder. Nesse raciocínio, no âmago da violência vicária, encontra-se a influência da ideologia patriarcal, um conjunto de crenças e ideias inseridas no imaginário coletivo que eleva a figura masculina acima da feminina. Desse modo, o baixo engajamento da população em combater essas práticas agressivas, como a sonegação de pensão alimentícia, mostra-se como um sintoma do status quo atual.

(Boa estratégia coesiva) Além disso, faz-se necessário elucidar a vulnerabilidade do público feminino como uma mazela ainda presente no Brasil, uma vez que a ausência de direcionamento legal impede que os tribunais nacionais apliquem sanções mais graves em desfavor de agressores. Nesse sentido, de acordo com a ativista Manuela D'Ávila, a falibilidade do sistema judiciário é comprovada através de um espectro que vai desde a falta de amparo jurídico específico para tratar da questão até o uso de conexões interpessoais por parte dos abusadores para atenuar penas por crimes violentos. Assim, casos como o de Maria da Penha tornam-se cada vez mais comuns na sociedade brasileira e, embora movimentem as engrenagens da máquina estatal para viabilizar uma resposta, acabam gerando políticas públicas disfuncionais que perpetuam o método de controle por retaliação parental.

(Boa estratégia coesiva) Em suma, a violência vicária é uma arma de manipulação instrumental que precisa ser eliminada do Brasil. Para tal, é dever do Ministério das Mulheres, órgão responsável por zelar pelos direitos femininos, criar campanhas de conscientização com o objetivo de exterminar os resquícios da cultura patriarcal no panorama brasileiro por meio das secretarias municipais da pasta governamental. Em complemento, urge que o Poder Legislativo modifique as legislações atuais que preveem as punições de agressores, de modo a estabelecer dispositivos legais sistematicamente eficazes. Apenas de tal forma, a humanidade irá se libertar de um passado opressivo e construir uma nação justa.

Dados correção tradicional

Mantenha os aspectos positivos. Bom estudo! 

Competência Nota Motivo
Domínio da modalidade escrita formal 200 Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência.
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa 200 Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista 160 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos 160 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
NOTA FINAL:     920
Nível 0 Nota 0
Nível 1 Nota 40
Nível 2 Nota 80
Nível 3 Nota 120
Nível 4 Nota 160
Nível 5 Nota 200