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Violência contra a mulher e violência vicária: o uso da agressão como mecanismo de controle

Enviada em: 02/03/2026

Status da correção:
Correção Tradicional
CORRIGIDA
Inteligência Artificial
CORRIGIDA

Iara - Correção por Inteligência Artificial

Novo método de correção de redação criado pelo Brasil Escola , que utiliza Inteligência Artificial para avaliar seu texto.
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Competência Nota Observações
Competência 1 200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos.
Competência 2 200 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo, e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
Competência 3 160 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 200 Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 960 Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!
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No livro “O Andar do Bêbado”, Leonard Mlodinow discute como a sociedade moderna tende a simplificar problemas complexos ao atribuí-los a causas isoladas, negligenciando suas bases estruturais. Essa reflexão permite compreender a persistência da violência contra a mulher no Brasil, especialmente em sua forma vicária — quando a agressão é direcionada a filhos ou pessoas próximas como instrumento de controle psicológico. Tal fenômeno não ocorre de forma aleatória, mas resulta da convergência entre falhas institucionais e a naturalização cultural da violência de gênero. Logo, torna-se imprescindível analisar os fatores que sustentam essa realidade.

Sob essa perspectiva, a inércia estatal intensifica o problema, uma vez que medidas protetivas, embora previstas em lei, nem sempre são aplicadas com eficiência ou fiscalização adequada. Nesse sentido, a crítica de Franz Kafka, em “O Processo”, revela-se pertinente ao retratar instituições que, embora legitimadas formalmente, operam de maneira burocrática e distante das necessidades individuais. De modo análogo, o Estado brasileiro reproduz essa lógica ao enfrentar a violência vicária com respostas lentas e pouco articuladas, cenário perceptível na dificuldade de monitoramento de agressores e na insuficiência de redes de acolhimento psicológico para vítimas e filhos (Melhore o desenvolvimento dessa ideia). Dessa forma, perpetua-se uma estrutura pública incapaz de romper ciclos de dominação e medo.

(Boa estratégia coesiva) Além disso, a naturalização coletiva da violência sustenta a continuidade do problema, visto que práticas abusivas ainda são relativizadas sob o discurso de “conflitos familiares”. Para aprofundar essa questão, o conceito de “inércia social”, formulado por Duncan Watts, esclarece que sociedades tendem a repetir padrões prejudiciais quando deixam de questioná-los criticamente. No contexto brasileiro, isso se manifesta na tolerância simbólica ao controle masculino sobre a mulher e na invisibilização da violência psicológica, sobretudo quando filhos são instrumentalizados para atingir a mãe. Assim, o que deveria causar indignação consolida-se como parte silenciosa da dinâmica doméstica.

(Boa estratégia coesiva) Depreende-se, portanto, a urgência de medidas efetivas para mitigar a violência contra a mulher e sua dimensão vicária. Para tanto, o Governo Federal, em cooperação com o Ministério das Mulheres e o Ministério da Justiça, deve fortalecer a fiscalização das medidas protetivas por meio da ampliação do monitoramento eletrônico de agressores e da criação de núcleos especializados em violência vicária nas Delegacias da Mulher, sobretudo em regiões com altos índices de reincidência.Tais iniciativas devem promover conscientização social e proteção integral às vítimas. Somente assim será possível romper a lógica do controle pela agressão e assegurar às mulheres e às crianças uma vivência livre de medo e coerção. (Proposta completa)

Dados correção tradicional

Mantenha os aspectos positivos. Bom estudo! 

Competência Nota Motivo
Domínio da modalidade escrita formal 200 Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência.
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa 200 Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista 160 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos 200 Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
NOTA FINAL:     960
Nível 0 Nota 0
Nível 1 Nota 40
Nível 2 Nota 80
Nível 3 Nota 120
Nível 4 Nota 160
Nível 5 Nota 200