“O importante não é viver, mas viver bem.” Segundo o filósofo grego Platão, as condições materiais e sociais da existência humana possuem maior relevância do que a sua própria vivência. Entretanto, no Brasil, essa realidade não se concretiza diante da manutenção da escala de trabalho 6×1 e de seus impactos negativos na qualidade de vida e na produtividade laboral. À luz desse panorama, constata-se a negligência do poder público e o descaso midiático na mitigação dessa problemática.
Sob esse viés, pode-se afirmar que a negligência estatal configura-se como um dos principais impulsionadores da permanência da escala 6×1 no mercado de trabalho brasileiro.
Diante desse cenário, a ausência de políticas públicas eficientes fomenta, por conseguinte, tal situação, ao não intervir de maneira eficaz na regulamentação das jornadas de trabalho e na fiscalização das condições laborais, o que gera o desgaste físico e mental dos trabalhadores e a queda da produtividade a longo prazo. Logo, é urgente a adoção de uma nova conduta do Estado frente a esse contratempo. (Desenvolva mais a discussão)
(Boa estratégia) Além disso, o descaso midiático configura-se como um dos principais agravantes desse impasse. Conforme Jim Morrison, “quem controla a mídia controla a mente”. Sob essa ótica, observa-se que a imprensa detém o poder de selecionar quais temas ganham maior relevância social. Quando determinada temática não recebe cobertura midiática, ela deixa de integrar o debate público. Dessa forma, a mídia, em vez de fomentar discussões sobre modelos de trabalho mais humanizados e eficientes, contribui para a consolidação desse obstáculo.
(Boa estratégia) Infere-se, portanto, que se faz necessário traçar caminhos para debelar os impactos negativos da escala 6×1 na qualidade de vida e na produtividade no Brasil. Nesse sentido, o Governo Federal, responsável por assegurar o direito ao trabalho digno a todos os cidadãos, deve criar leis e políticas públicas eficazes, por meio de investimentos financeiros e programas institucionais, que visem à reestruturação das jornadas de trabalho, com o fito de promover o bem-estar dos trabalhadores e o aumento da produtividade, de modo a ampliar a efetividade dessas ações em âmbito nacional. Diante disso, espera-se a construção de uma sociedade mais equitativa e justa. (Apresentou todos os elementos da proposta)
Dados correção tradicional
Delimite e explore mais as discussões ao longo do desenvolvimento. Mantenha os aspectos positivos. Bom estudo!
| Competência | Nota | Motivo |
| Domínio da modalidade escrita formal | 200 | Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista | 160 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| NOTA FINAL: 920 | ||
| Nível 0 | Nota 0 |
| Nível 1 | Nota 40 |
| Nível 2 | Nota 80 |
| Nível 3 | Nota 120 |
| Nível 4 | Nota 160 |
| Nível 5 | Nota 200 |