O Estatuto do Idoso garante os direitos básicos, a proteção e dignidade - valores fundamentais para a qualidade de vida. No entanto, tal preceito não se concretiza plenamente, visto que o envelhecimento é associado à inatividade, o que impede o completo exercício social desse grupo, tornando-o marginalizado. Essa conjuntura gera impactos significativos, causados pela estereotipação dos mais velhos, que é reflexo da ineficiência governamental.
Em primeira análise, observa-se que o estereótipo criado em torno dos idosos constitui motor primário para uma má perspectiva dessa faixa etária, uma vez que, apesar de serem os principais mantenedores de lares - representando 66% do total os que são a principal fonte de renda ou os que cobrem os custos sozinhos (Apresente a fonte) -, são taxados como incapazes de realizar as diversas atividades do cotidiano (Melhore a construção dessa discussão). Esse cenário reflete a “violência simbólica”, conceito explicado por Pierre Bourdieu, ao evidenciar que os valores dominantes de juventude tendem a se impor sobre a velhice, ocasionando uma exclusão social. Dessa maneira, enquanto não houver conscientização, as pessoas de 60 anos ou mais continuarão sendo estigmatizadas.
(Boa estratégia coesiva) Além disso, é indispensável reconhecer que a inoperância estatal é um fator determinante para a permanência dessa percepção. Isso ocorre porque a falta de políticas e programas que informem a população sobre pessoas de idade persiste, perpetuando uma estrutura social que marginaliza esses cidadãos. Tal negligência demonstra a ausência de uma autoridade eficaz, como afirma Thomas Hobbes em “O Leviatã”, segundo a qual somente a atuação firme do Estado é capaz de evitar o caos e garantir a ordem. Desse modo, ao passo que o poder público não tornar essa temática visível, o bem-estar dos mais velhos continuará comprometido. (Melhore a apresentação dessa discussão)
(Boa estratégia coesiva) Portanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com os meios midiáticos, estados e municípios, conscientizar o corpo social e promover a inclusão dos idosos, por meio de campanhas e ações que incentivem a terceira idade a seguir uma vida ativa, com o fim de quebrar o estigma sobre o envelhecimento. Para isso, também devem ser realizadas palestras e atividades destinadas a esse grupo que garantam a interação e uma boa qualidade de vida. Com isso, será possível garantir uma convivência mais justa e consonante com o Estatuto do Idoso. (Apresentou todos os elementos da proposta)
Dados correção tradicional
Mantenha os aspectos positivos. Bom estudo!
| Competência | Nota | Motivo |
| Domínio da modalidade escrita formal | 200 | Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista | 160 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| NOTA FINAL: 920 | ||
| Nível 0 | Nota 0 |
| Nível 1 | Nota 40 |
| Nível 2 | Nota 80 |
| Nível 3 | Nota 120 |
| Nível 4 | Nota 160 |
| Nível 5 | Nota 200 |