O artigo 5° da Constituição de 1988, documento mais importante do país, garante que todos os cidadãos são iguais perante a lei, sem qualquer distinção por natureza. Todavia, percebe-se, ao analisar os entraves sociais na implementação de perspectivas construtivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira, que essa máxima não foi, de fato, alcançada, tendo em vista que mesmo com a existência da Magna Carta, a população idosa do Brasil continua a ser estigmatizada e invisibilizada. Tal problemática ocorre, sobretudo, devido à omissão estatal e em razão da negligência midiática com a questão. (Muito bem. Formulou a tese)
Em primeira análise, é válido ratificar que o descaso do governo brasileiro com a construção de perspectivas positivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira é um dos principais agravantes do problema. Nesse sentido, isso ocorre porque a atual legislação voltada à população idosa do país não é tão eficiente quanto deveria, como é o caso da ausência de campanhas governamentais que promovam a inclusão dos mais velhos na sociedade e que desestigmatizem preconceitos relacionadas à idade na nação verde e amarela, como o relacionado a improdutividade (Melhore a apresentação dessa discussão). De acordo com o sociólogo Karl Marx em “O Capital”, o sistema capitalista reduziu as pessoas a uma mera força de trabalho, sem levar em conta, nesse caso, as características inatas da natureza humana, como é o caso do envelhecimento. Nesse contexto, a errônea ideia de valor humano atrelado a produção, vista no atual sistema monetário, inviabiliza a construção de perspectivas inclusivas e pertinentes à população mais velha no Brasil, uma vez que essas pessoas são vistas, infelizmente, como improdutivas devido a sua limitação física imposta pela idade. Desse modo, vê-se que a inércia da máquina pública com essa significativa parcela da população não é uma coincidência, mas uma lógica fundamentada em um modo de produção desumano e limitante.
(Boa estratégia coesiva) Outrossim, pode-se destacar ainda a mídia como outra importante fonte de manutenção de empecilhos sociais que dificultam a implementação e difusão de perspectivas humanizadas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, todos os cidadãos possuem um papel social, inclusive os canais de comunicação. Porém, mesmo com o seu imenso alcance na vida de milhares de brasileiros diariamente, ela continua negligenciando o seu papel informativo, como na sua indiferença com a promoção de debates responsáveis e conscientizantes sobre as inúmeras perspectivas acerca do envelhecimento, como por exemplo, a de que o envelhecimento não é algo ruim ou temível, e sim uma parte natural da vida. Essa omissão midiática ocorre, principalmente, pois assuntos de cunho social não geram tanto engajamento e retorno monetário a mídia como o entretenimento.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, é urgente que perspectivas positivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira sejam asseguradas. Para isso, o Ministério dos Direitos Humanos - órgão encarregado de garantir a integridade humana - deve ampliar a legislação vigente direcionada ao idoso, como ao criar uma lei que atualize o atual ensino do país e que crie uma matéria exclusiva de debate e conscientização dos jovens sobre o envelhecimento, a qual desconstruirá preconceitos etaristas no país. Além disso, é imperativo a atuação da mídia com campanhas e palestras digitais que ampliem a visão da nação sobre perspectivas do envelhecimento. Com isso, espera-se uma sociedade mais consciente e igualitária, como afirma a Constituição de 1988. (Apresentou todos os elementos da proposta)
Dados correção tradicional
Lembre-se: há um limite de 30 linhas para desenvolver as discussões. Bom estudo!
| Competência | Nota | Motivo |
| Domínio da modalidade escrita formal | 200 | Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa | 200 | Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista | 160 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| NOTA FINAL: 960 | ||
| Nível 0 | Nota 0 |
| Nível 1 | Nota 40 |
| Nível 2 | Nota 80 |
| Nível 3 | Nota 120 |
| Nível 4 | Nota 160 |
| Nível 5 | Nota 200 |