Na obra “Ensaio sobre a cegueira”, do escritor português José Saramago, o autor utiliza o termo “cegueira branca” para referir-se à nação que finge não enxergar os problemas presentes em seu meio social. Fora da literatura, a coletividade atual corrobora o exposto por Saramago, uma vez que, no Brasil, as comunidades têm o olhar pouco voltado às perspectivas negativas acerca do envelhecimento na sociedade. Nesse contexto, deve-se analisar a negligência estatal e a má influência midiática, a fim de compreender como intensificam tal problemática, com o intuito de solucioná-la. (Muito bem. Formulou a tese)
Em primeira análise, é preciso atentar ao descaso estatal em relação ao desrespeito com pessoas de 65 anos ou mais, gerado pela baixa supervisão do poder público. Segundo John Locke, “as leis fizeram-se para os homens e não para as leis”, ou seja, ao ser criada uma norma, é necessário que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto, as ações governamentais em relação ao setor que assegura o envelhecimento digno não cumprem o que está previsto na Constituição Federal, que garante o bem-estar dos cidadãos, incluindo o direito à segurança e respeito. Além disso, a carência de fiscalização e de investimentos em políticas públicas eficazes dificulta o enfrentamento das visões negativas acerca do envelhecimento da população. Convém lembrar que a ausência de regulamentações rígidas contribui para as perspectivas estereotipadas e preconceituosas - realidade que afeta a população idosa, comprometendo a melhoria na qualidade de vida. Assim, é inadmissível que esse cenário continue.
(Boa estratégia coesiva) Ademais, vale ressaltar que a baixa cobertura midiática dos problemas ocasionados pelos estereótipos acerca do envelhecimento, reduzida devido à priorização de pautas com maior audiência, é um agravante para as perspectivas negativas acerca do envelhecimento. Nesse sentido, a filósofa Djamila Ribeiro afirma que para que soluções sejam tomadas, primeiro deve-se tirar o problema da invisibilidade, o que evidencia a importância da visibilidade pública para os empecilhos gerados pelas visões pejorativas relacionadas as pessoas com 65 anos de idade ou mais. No contexto brasileiro, a escassez de campanhas informativas e educativas na mídia impede que os cidadãos entendam a relevância da erradicação do preconceito com pessoas idosas, em decorrência disso, essa falta de compreensão reduz o engajamento social e a pressão por políticas públicas eficazes. Consequentemente, perdura na contemporaneidade a crença da pessoa envelhecida fragilizada, o que faz com que a população idosa do Brasil permaneça à margem de ações institucionais. Logo, o papel midiático precisa ser revisto.
Portanto, são urgentes medidas de enfrentamento aos impasses da temática supracitada. Dessa forma, o Governo Federal, órgão responsável por garantir políticas públicas no país, junto ao Ministério da Educação, deve complementar o currículo da educação básica, por meio da criação de disciplinas que trabalhem a contribuição das pessoas idosas na sociedade e sua importância, a fim de promover o respeito e reduzir as perspectivas negativas acerca do envelhecimento. Outrossim, cabe à Mídia, formadora de opinião pública, estimular uma mudança de mentalidade coletiva, por meio de palestrar educativas realizadas por profissionais qualificados, com o objetivo de erradicar as visões preconceituosas associadas aos idosos. Por conseguinte, com ações conscientes, pode-se construir um futuro mais justo e igualitário. (Apresentou todos os elementos da proposta)
Dados correção tradicional
Mantenha os aspectos positivos. Bom estudo!
| Competência | Nota | Motivo |
| Domínio da modalidade escrita formal | 200 | Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa | 200 | Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista | 160 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| NOTA FINAL: 960 | ||
| Nível 0 | Nota 0 |
| Nível 1 | Nota 40 |
| Nível 2 | Nota 80 |
| Nível 3 | Nota 120 |
| Nível 4 | Nota 160 |
| Nível 5 | Nota 200 |