A pesquisadora, professora e bióloga Dra. Tatiana Sampaio ganhou destaque nas redes sociais e no noticiário nos últimos dias diante de sua pesquisa sobre a polilaminina, uma substância experimental utilizada no tratamento de lesão medular.
O fato destaca a relevância que a pesquisa científica feita na universidade pública possui para os brasileiros.
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Estudo sobre a polilaminina de Tatiana Sampaio
A pesquisadora Dra. Tatiana Sampaio é professora associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e chefia atualmente o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular no Instituto de Ciências Biomédicas.
Ela coordena o projeto e estudo que desenvolve a polilaminina, uma proteína sintética inspirada em componentes naturais da matriz celular. A investigação se refere à ação dela no processo de regeneração neural, principalmente em casos de lesão na medula espinhal. Sua aplicação é feita de forma única e direta na região lesionada durante o procedimento cirúrgico. O estudo de Tatiana se atém ainda à compreensão sobre o mecanismo de ação da substância.
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Aprovação de estudo clínico pela Anvisa
No dia 5 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início do estudo clínico para avaliar a segurança da polilaminina no processo de tratamento de trauma medular.
Na ocasião, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que o estudo representa um marco importante para quem sofreu uma lesão medular e também para suas famílias. "Cada avanço científico é sempre uma nova esperança renovada", afirmou.
Na primeira etapa da pesquisa da Anvisa, a polilaminina será utilizada em cinco pacientes voluntários com lesões agudas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10.
Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil.
Importância da ciência e universidade pública no Brasil
O estudo científico coordenado pela Dra. Tatiana Sampaio fortalece o debate sobre a importância da valorização da ciência no Brasil. Além disso, a contribuição da bióloga levantou a possibilidade do primeiro Nobel para o país.
É fundamental que as pessoas conheçam iniciativas como essa realizadas dentro das universidades públicas brasileiras. Os projetos e estudos recebem financiamento público, e por isso, exigem uma atenção dos gestores para o processo de investimento, qualificação e manutenção de investigações científicas.
Todos ganham com a ciência e com a universidade pública. No caso da pesquisa de Tatiana Sampaio, a investigação se refere à possibilidade de identificar um medicamento que auxilia no retorno ao movimento do corpo humano após uma lesão.
A intenção, segundo a pesquisadora, é que, se a medicação for aprovada pela Anvisa, ela será distribuída de forma gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).